João Carreiro & Capataz

Dia 11 no Camanducaia Country Fest

 

Dia 11 de agosto uma das duplas mais ouvidas nas rádios estará no Camanducaia Country Fest, João Carreiro & Capataz. O evento será organizado pela VR Cia de Rodeio que trará também outros nomes como Ricardo & João Fernando dia 8, Guilherme e Santiago dia 9 e Henrique e Diego dia 10.
O baile da escolha da rainha acontecerá no dia 27 de julho e o da mini-rainha dia 26, a festa será no estacionamento da Agropecuária do Balaio.
O que diferencia um clássico e uma obra comum são os detalhes. Clássico é aquilo que fica para a história, e  se destaca  em relação ao que é efêmero. O CD “Lado A / Lado B”, que chegou às lojas, já nasceu como um clássico da música sertaneja. O álbum de João Carreiro & Capataz, festejado por críticos do segmento desde as primeiras horas em que as 40 faixas foram disponibilizadas na internet antes mesmo do lançamento do CD duplo, é daqueles que deve ser ouvido e degustado, não só “tocado”.
O álbum traz dois CDs bem distintos, ambos com uma qualidade impecável. Um deles traz modões, com direito a regravações e outras inéditas, seguido  de outro com as músicas digamos a serem trabalhadas. Um trabalho ousado e inovador, num mercado que tem seguido por trilhas bastante parecidas  nos últimos tempos.
Quem conhece o trabalho da dupla, não se admira com tamanha qualidade e ousadia. Afinal, o que se esperar de uma dupla que gravou músicas de personalidade como “Bruto, Rústico e Sistemático”, “O que Será que Nóis não Têm” e “Prefiro os Tubarões” e que não deixa a viola sua grande paixão por nada deste mundo.
E para João Carreiro & Capataz, ousadia não quer dizer mesmice, ou aposta na mesma fórmula que deu certo antes. Eles querem é mais. No novo trabalho, os maiores seguidores de Tião Carreiro da nova geração apostam no romantismo em várias letras, inclusive na primeira música de trabalho  “O Que Essa Moça Fez Aqui” _ que há um bom tempo já é sucesso nas rádios. A música é parte do “Lado B”, que traz duas parcerias capazes de arrepiar até os mais brutos amantes do sertanejo: “Cadê”,  ao lado de Matogrosso & Mathias, e “Sete Sentidos”, com participação de Rionegro & Solimões.
Mas a diversidade rege a obra da dupla. O orgulho em ser caipira é cantado na faixa de abertura “Cêmo Porque Cêmo” escolhida como a próxima a ser trabalhada e as famosas letras irreverentes, que  também marcam presença nas canções “Mangueira” (com Gino & Geno), “Roqueirinha”  e “Saudade Docê”, uma mistura deliciosa de rock’n’roll (do verdadeiro) e música caipira. Há espaço para uma homenagem emocionante ao (já falecido) pai de Capataz, na faixa “Sarafa”, e também o lado de crítica social em “Saci”, que fala das drogas sem se tornar chata, atingindo o objetivo. Uma surpresa bacana é um lambadão ao melhor estilo cuiabano (“É Judiação”), cantado ao lado do grupo regional Scort Som.
Se o “Lado B” já vale o disco, o “Lado A” é um espetáculo a parte. Se no anterior a viola manda, neste ela vira rainha. Logo nas duas primeiras faixas, duas pérolas:  uma crítica bem-humorada aos “sertanejos de brinco de argola” em “Não Toca em Minha Vitrola” e uma homenagem ao imortal mestre Tião Carreiro (“A Tradição Não Morre Jamais”). A maioria das obras é assinada pelo próprio João Carreiro, que além de intérprete diferenciado vem se tornando um compositor de mão cheia, porém as regravações de “Aniversário”, “Primeiro Brinquedo” e “Sonho de Caboclo” (todas do saudoso Tião do Carro) também são merecedoras de uma menção especial aqui.
“Oração em Cantoria” é outra raridade, que mostra que os chamados “brutos do sertanejo” também tem uma sensibilidade apuradíssima. “Pergunte a Ela”, do genial  Moacyr Franco, também é daquelas doídas demais, uma preciosidade, quase que sagrada.  O dueto entre João Carreiro & Capataz resgata a (tão esquecida) importância da primeira e segunda vozes na música sertaneja, e a afinação e entrosamento entre ambos fica claro em todas as faixas do “Lado A”, principalmente.
Assim como a letra de “Saci” adverte sobre a armadilha com as drogas, é importante adiantar uma descoberta importante, principalmente para quem ainda não teve a oportunidade de conhecer o trabalho da dupla: o som de João Carreiro & Capataz é viciante.

Dia 11 de agosto uma das duplas mais ouvidas nas rádios estará no Camanducaia Country Fest, João Carreiro & Capataz. O evento será organizado pela VR Cia de Rodeio que trará também outros nomes como Ricardo & João Fernando dia 8, Guilherme e Santiago dia 9 e Henrique e Diego dia 10.O baile da escolha da rainha acontecerá no dia 27 de julho e o da mini-rainha dia 26, a festa será no estacionamento da Agropecuária do Balaio.O que diferencia um clássico e uma obra comum são os detalhes. Clássico é aquilo que fica para a história, e  se destaca  em relação ao que é efêmero. O CD “Lado A / Lado B”, que chegou às lojas, já nasceu como um clássico da música sertaneja. O álbum de João Carreiro & Capataz, festejado por críticos do segmento desde as primeiras horas em que as 40 faixas foram disponibilizadas na internet antes mesmo do lançamento do CD duplo, é daqueles que deve ser ouvido e degustado, não só “tocado”.O álbum traz dois CDs bem distintos, ambos com uma qualidade impecável. Um deles traz modões, com direito a regravações e outras inéditas, seguido  de outro com as músicas digamos a serem trabalhadas. Um trabalho ousado e inovador, num mercado que tem seguido por trilhas bastante parecidas  nos últimos tempos.Quem conhece o trabalho da dupla, não se admira com tamanha qualidade e ousadia. Afinal, o que se esperar de uma dupla que gravou músicas de personalidade como “Bruto, Rústico e Sistemático”, “O que Será que Nóis não Têm” e “Prefiro os Tubarões” e que não deixa a viola sua grande paixão por nada deste mundo.E para João Carreiro & Capataz, ousadia não quer dizer mesmice, ou aposta na mesma fórmula que deu certo antes. Eles querem é mais. No novo trabalho, os maiores seguidores de Tião Carreiro da nova geração apostam no romantismo em várias letras, inclusive na primeira música de trabalho  “O Que Essa Moça Fez Aqui” _ que há um bom tempo já é sucesso nas rádios. A música é parte do “Lado B”, que traz duas parcerias capazes de arrepiar até os mais brutos amantes do sertanejo: “Cadê”,  ao lado de Matogrosso & Mathias, e “Sete Sentidos”, com participação de Rionegro & Solimões.Mas a diversidade rege a obra da dupla. O orgulho em ser caipira é cantado na faixa de abertura “Cêmo Porque Cêmo” escolhida como a próxima a ser trabalhada e as famosas letras irreverentes, que  também marcam presença nas canções “Mangueira” (com Gino & Geno), “Roqueirinha”  e “Saudade Docê”, uma mistura deliciosa de rock’n’roll (do verdadeiro) e música caipira. Há espaço para uma homenagem emocionante ao (já falecido) pai de Capataz, na faixa “Sarafa”, e também o lado de crítica social em “Saci”, que fala das drogas sem se tornar chata, atingindo o objetivo. Uma surpresa bacana é um lambadão ao melhor estilo cuiabano (“É Judiação”), cantado ao lado do grupo regional Scort Som.Se o “Lado B” já vale o disco, o “Lado A” é um espetáculo a parte. Se no anterior a viola manda, neste ela vira rainha. Logo nas duas primeiras faixas, duas pérolas:  uma crítica bem-humorada aos “sertanejos de brinco de argola” em “Não Toca em Minha Vitrola” e uma homenagem ao imortal mestre Tião Carreiro (“A Tradição Não Morre Jamais”). A maioria das obras é assinada pelo próprio João Carreiro, que além de intérprete diferenciado vem se tornando um compositor de mão cheia, porém as regravações de “Aniversário”, “Primeiro Brinquedo” e “Sonho de Caboclo” (todas do saudoso Tião do Carro) também são merecedoras de uma menção especial aqui.“Oração em Cantoria” é outra raridade, que mostra que os chamados “brutos do sertanejo” também tem uma sensibilidade apuradíssima. “Pergunte a Ela”, do genial  Moacyr Franco, também é daquelas doídas demais, uma preciosidade, quase que sagrada.  O dueto entre João Carreiro & Capataz resgata a (tão esquecida) importância da primeira e segunda vozes na música sertaneja, e a afinação e entrosamento entre ambos fica claro em todas as faixas do “Lado A”, principalmente.Assim como a letra de “Saci” adverte sobre a armadilha com as drogas, é importante adiantar uma descoberta importante, principalmente para quem ainda não teve a oportunidade de conhecer o trabalho da dupla: o som de João Carreiro & Capataz é viciante.

 

Fonte: Carlos Guerra / Porteira Brasil




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