Por Enivaldo Eiras

O BAIXINHO TÁ CERTO!

  Os torcedores brasileiros acompanharam perplexos a troca do comando da CBF recentemente, entra agora Marco Polo Del Nero. A pergunta é: O que muda? Na realidade o Cartola assume a presidência sob incógnita. Poucos acham que sua gestão vai ser diferente do antecessor José Maria Marin.

  Em minha opinião teremos uma continuidade, pois quem já vinha dando as cartas há muito tempo é Del Nero. A diferença é que sai um presidente mais velho, mais oportunista e mais brincalhão, e entra um presidente bem mais frio, reservado e vingativo. Este pode ser o diferencial.

  Marin acabou um tanto distanciado pelo governo devido a sua ligação com a ditadura militar, e isto teve consequências negativas em seu mandado. Para se ter uma melhor aproximação com o alto escalão político de Brasília, Del Nero trouxe para ser seu homem forte, o ex-deputado federal e ex-secretário de Esportes de São Paulo Walter Feldman, como esperança para que as portas se abram.

  A verdade é que Marin gastou muito das suas energias com os problemas herdados de seu antecessor e agora exilado nos Estados Unidos, o Sr. Ricardo Teixeira. Del Nero pega a casa mais “arrumada” se é que se pode falar que exista alguma “arrumação” na CBF. Mas Del Nero terá mais tranqüilidade e autonomia para atrelar alguma mudança.

  O que não muda nunca é a estratégia em agradar os presidentes de clubes e federações, semelhante ao que ocorre na FIFA, para simplesmente manter o poder. Esse mesmo poder que há décadas impede o futebol brasileiro de ser forte, e como consequência poderemos ter outros 7x1 com a seleção, se nada for mudado de verdade.

  A única novidade que vi até agora é que Del Nero vai conversar com a Globo para tentar mudar o horário das transmissões de quarta-feira, tirando o absurdo horário de 22 horas, depois da novela, que nunca agradou nenhum torcedor, para pelo menos 21h30. Mas quem decide realmente é a Emissora.

  Pra finalizar, fico com as palavras do agora Senador Romário, que definiu como “mais do mesmo” esta troca, dentre outras coisas mais graves que não é nada benéfico para o futebol brasileiro. E o Baixinho sabe muito bem como sempre funcionaram as coisas na “nossa” Confederação, infelizmente.

EM TEMPO:  E nada como um dia após o outro, o “apequenado” Palmeiras, como um dia Aidar definiu, vira modelo para ser seguido pelo São Paulo. O objetivo pelos lados do Tricolor é construir um “novo” Morumbi inspirado no Allianz Parque. Com a astronômica arrecadação do Palmeiras no fraco Paulistão e também os concorridos shows, pressionam o “velho e ultrapassado” Morumbi, segundo palavras do próprio Aidar, a tomar um rumo. É impressionante ver como o São Paulo vive entre a soberba e a realidade na figura do seu presidente. Aidar por muitas vezes “jogou” contra seu próprio clube. Lamentavel...

PRA MEDITAR: “ O Senhor não realiza nossos sonhos, enquanto não construirmos uma estrutura para usufruí-los... com fé, oração e ação, e sem ansiedade... no tempo certo, tudo vira realidade..!!”




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