Forçachape

Forçachape por Enivaldo Eiras

Esta semana o futebol brasileiro entrou em seu mais profundo luto da história. Uma tragédia enorme e dramática comoveu a todos nós e o mundo inteiro. Parece que apenas o presidente da CBF e o vice do Inter não se abalaram tanto. Jogadores, comissão técnica, dirigentes, jornalistas e tripulação perderam a vida pela pane seca que não podia ter acontecido mais aconteceu.
Seis sobreviventes milagrosamente estão lutando para recuperar o físico, e conviver com o trauma psicológico para o resto da vida. Ainda a lamentar que o excelente goleiro Danilo não suportou os ferimentos já no hospital e perdeu a vida. Danilo que defendeu uma bola improvável e indefensável no último minuto do jogo que colocou a Chape na final. Uma defesa com a canela, comum no futsal, mas muito raro nos gramados. Estava neste lance de herói o destino de muitas vidas.
Dos heróis sobreviventes chama a atenção o resgate do zagueiro Neto que o excelente repórter Edgar Alencar acaba de contar: “Depois de um trabalho insano na madrugada com chuva e lama, terminaram as esperanças e os socorristas foram embora. Mas ele ficou de guarda. E mudou a história do zagueiro Neto. Marlon ouviu os gritos, pediu ajuda pra tirar os escombros, improvisou uma maca. Sem qualquer exagero, salvou uma vida.” O herói Marlon é o sub-tenente da valorosa polícia colombiana.
Grandes tragédias nunca ficam sem explicação. E na queda do último vôo da Chape não seria diferente. Passado o choque, o trauma, paramos para analisar friamente e tentar entender esta tragédia sem precedentes. Foi um milagre o salvamento do Neto e de mais cinco sobreviventes. Fica a dolorosa lição de mais uma falha humana.
A Chapecoense é muito nova em relação aos grandes clubes brasileiros. Com uma ascensão meteórica começava a encantar a todos. Além disso, o clube é um fenômeno de competência, de gestão, que vem há muito tempo fazendo um trabalho sério em um mundo marcado por dirigentes aproveitadores, corruptos e irresponsáveis que estão falindo vários clubes.  
EM TEMPO: Nunca tive um segundo time, mas agora sou Santos e Chape com o mesmo sentimento e amor. Peixão e Índio Condá pra sempre. Uma forma simples de amenizar essa dor que estou sentindo. Isso será investigado, Mas no momento é o que menos importa. O futebol que normalmente é a razão da alegria, causando emoção, desta vez com as mortes nos provoca comoção. #ForçaChape
PRA MEDITAR: “ Durante a crise raramente entendemos os caminhos de Deus... mas a amargura só nos levará mais longe da resposta..!! Oh! Deus afasta de nós tudo aquilo que nos afasta de Ti... e que aumentem nossas orações para que diminuam nossas tristezas..!! Muito nos tocou a lama em Mariana e as trevas na Cidade Luz... agora a tragédia com a Chape... momento de oração, reflexão, e súplicas ao Nosso Senhor Jesus..!!” ABRAÇOS ENIVALDO EIRAS






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